Nem sempre o trabalho foi visto com bom os olhos, para muitos o trabalho era visto como castigo, só pessoas “inferiores” eram destinada ao trabalho.
Esta idéia que o trabalho dignifica o homem venho junto com o capitalismo e a ética protestante e agora as pessoas mal vista são aquelas que não trabalham. O melhor é ter um trabalho alienado do que ficar sem trabalho.
Quero deixar bem claro que eu não estou defendo que as pessoas não tenham que trabalhar, que trabalhar seja um saco, afinal acredito muito quando Marx diz que é o trabalho que diferencia o homem dos animais, ou seja, é através do trabalho que o homem se autoproduz e é ação transformadora da realidade. Quero criticar esse trabalho que desumaniza e que cerca de 90% realiza.
Estou dizendo isso pela minha conta e risco, pois estou cansada das pessoas me olharem todo porque eu estou sem trabalho, mas por incrível que pareça estou mais feliz assim, já que agora eu posso fazer as coisas que eu gosto, como ler bons livros, estudar, posso ver programas na TV que eu considero bons (programas bons passam tarde, deve ser porque não dá audiência). Para muito isso é sinônimo de ócio, para mim é sinônimo de liberdade. Pois que adianta ganhar bem, se você fica trancado em escritório, viver fazendo horas extras para ser o funcionário do mês, se mal tem tempo o lazer, para ficar com a família e acaba gastando o meu dinheiro com remédio e terapia? Como o trabalho não é mais sinônimo de prazer, temos que achar prazer em outras coisas, como por exemplo no consumo desenfreado. Compramos sem necessidade, coisas que nem vamos usar, só para ter prazer. Trabalhamos para consumir, mesmo que seja o básico.
Mesmo trabalhando no ramo da educação, eu sentia que eu estava emburrecendo, me sentia triste, frustrada e contribuindo para esse mundo cruel. Não vou ser hipócrita e dizer que eu não sinto falta de ganhar meu dinheirinho, ainda mais por ter que adiar alguns planos, mas para tudo ser dá um jeito, menos para morte. Eu lembro que depois de um dia de trabalho exaustivo, meus momentos de prazer, era ver algo fútil na TV (na verdade eu tentava, já que sempre acaba dormindo), navegava em páginas bobas na internet e trocava meia dúzia de palavras pelo tel com o meu namorado. Eu sempre me perguntava se isso era vida?
Não ser até quando ficarei pensando assim, pode ser que a qualquer momento terei que me alienar, me desumanizar, ou seja, terei que me vender novamente para o capital, pois creio que será difícil eu arranja alguém que me pague para ler e escrever o dia inteiro. No entanto quando esse dia não chega quero muito esses meus dias de ócio.
Esta idéia que o trabalho dignifica o homem venho junto com o capitalismo e a ética protestante e agora as pessoas mal vista são aquelas que não trabalham. O melhor é ter um trabalho alienado do que ficar sem trabalho.
Quero deixar bem claro que eu não estou defendo que as pessoas não tenham que trabalhar, que trabalhar seja um saco, afinal acredito muito quando Marx diz que é o trabalho que diferencia o homem dos animais, ou seja, é através do trabalho que o homem se autoproduz e é ação transformadora da realidade. Quero criticar esse trabalho que desumaniza e que cerca de 90% realiza.
Estou dizendo isso pela minha conta e risco, pois estou cansada das pessoas me olharem todo porque eu estou sem trabalho, mas por incrível que pareça estou mais feliz assim, já que agora eu posso fazer as coisas que eu gosto, como ler bons livros, estudar, posso ver programas na TV que eu considero bons (programas bons passam tarde, deve ser porque não dá audiência). Para muito isso é sinônimo de ócio, para mim é sinônimo de liberdade. Pois que adianta ganhar bem, se você fica trancado em escritório, viver fazendo horas extras para ser o funcionário do mês, se mal tem tempo o lazer, para ficar com a família e acaba gastando o meu dinheiro com remédio e terapia? Como o trabalho não é mais sinônimo de prazer, temos que achar prazer em outras coisas, como por exemplo no consumo desenfreado. Compramos sem necessidade, coisas que nem vamos usar, só para ter prazer. Trabalhamos para consumir, mesmo que seja o básico.
Mesmo trabalhando no ramo da educação, eu sentia que eu estava emburrecendo, me sentia triste, frustrada e contribuindo para esse mundo cruel. Não vou ser hipócrita e dizer que eu não sinto falta de ganhar meu dinheirinho, ainda mais por ter que adiar alguns planos, mas para tudo ser dá um jeito, menos para morte. Eu lembro que depois de um dia de trabalho exaustivo, meus momentos de prazer, era ver algo fútil na TV (na verdade eu tentava, já que sempre acaba dormindo), navegava em páginas bobas na internet e trocava meia dúzia de palavras pelo tel com o meu namorado. Eu sempre me perguntava se isso era vida?
Não ser até quando ficarei pensando assim, pode ser que a qualquer momento terei que me alienar, me desumanizar, ou seja, terei que me vender novamente para o capital, pois creio que será difícil eu arranja alguém que me pague para ler e escrever o dia inteiro. No entanto quando esse dia não chega quero muito esses meus dias de ócio.
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